Campanha de vacinação contra sarampo é prorrogada para até 31 de agosto

São 43 mil postos em todo o país; previsão é de que 90 milhões de pessoas sejam imunizadas

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O Ministério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo para até 31 de agosto próximo. São 43 mil postos de participando da imunização, que é direcionada à população entre 20 e 49 anos. A previsão do governo é de que 90 milhões de pessoas recebam a vacina até a data limite.

Inicialmente, o encerramento da campanha estava previsto para 30 de junho, mas foi adiado devido à baixa adesão. De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em 27 de junho último, foram confirmados 5.642 casos de sarampo em 21 estados brasileiros em 2020.

O sarampo é uma doença causada por vírus, podendo evoluir para casos graves ou até levar à morte. A transmissão ocorre quando a pessoa doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas.

Além de grave, a doença é de alta transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir para até outras 18 pessoas. O vírus pode se disseminar pelo ar a metros de distância do paciente infectado. A vacinação é a única forma eficaz de prevenção. A dose aplicada, a tríplice viral, imuniza também contra caxumba e rubéola.

Todas as regiões do Brasil estão sob surto, com 11 estados apresentando circulação ativa do vírus. As localidades com mais casos são Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, com 5.476 casos (97,1% do total). Até o momento, são cinco mortes pela doença no país, sendo três no Pará, um no Rio de Janeiro e um em São Paulo.

Os principais sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Os sintomas podem surgir entre 3 e 5 dias. Os mais comuns são manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que em seguida se espalham pelo corpo. A persistência da febre após os sinais é um fator de risco para casos graves da enfermidade, principalmente em crianças menores de 5 anos.

Fonte: Ministério da Saúde

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