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Cabeça boa!

Saúde mental é tão importante quanto a saúde física; mês de outubro marca também a luta para prevenir e combater transtornos mentais

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A saúde mental é tão importante quanto a saúde física, mas muitas vezes acaba deixada em segundo plano. Com a mudança no modo de vida, um número maior de estímulos e de informação, nem sempre a cabeça consegue o descanso necessário e o corpo padece como um todo.

Para chamar a atenção para esse aspecto da vida, a Federação Mundial de Saúde Mental instituiu o dia 10 de outubro como “Dia Mundial da Saúde Mental”. A data é celebrada desde 1992.

É importante lembrar que saúde mental não diz respeito apenas a transtornos e doenças da mente, mas também tem a ver com o dia a dia, as atividades que exercemos no trabalho, em casa, nas redes sociais e como tudo isso transforma a nossa própria vida.

Para impedir consequências ruins, é preciso estar atento às nossas relações – com a gente mesmo, com as pessoas da nossa convivência diária e com o mundo de forma geral, buscando sempre o equilíbrio para que possíveis adversidades não interfiram em todas as coisas que façam parte das nossas vidas.

Viver vale ouro!
A precaução é sempre o caminho quando se fala em saúde, bem-estar e vida. Mesmo com eventos mais complexos, este princípio pode, e deve, ser levado em consideração. Por isso, também quando falamos em saúde mental a busca pela prevenção deve prevalecer. Ter algumas atitudes pode ajudar a reduzir as chances de consequências mais profundas e assegurar a vitória da vida em muitas situações.

As campanhas que visam a promover saúde mental, como o “Setembro Amarelo”, para a prevenção do suicídio, atentam para a importância de se saber reconhecer sinais que podem indicar um transtorno ou uma dificuldade de lidar com o peso das rotinas e das coisas que podem trazer sofrimento.

Apenas sobre a prevenção do suicídio, reconhecer os “sinais de alerta”, em si mesmo ou em alguém próximo, ajudam a impedir consequências mais graves. Quando possível, o indivíduo que reconhece esses sinais deve procurar conversar com uma pessoa de confiança. Não hesitar em pedir ajuda é uma dica valiosa, pois pode ser necessário ter por perto uma pessoa para companhia ou para auxiliar no contato com os serviços de suporte.

Segundo o diretor da Associação Psiquiátrica de Brasília, o psiquiatra Carlos Guilherme Figueiredo, é preciso ter consciência de que a prevenção é possível e saber quais os fatores de risco, os sinais de alerta e as possibilidades de tratamento. É conhecendo esses fatores que se pode combater o problema.

“É importante destacar que o principal fator de risco é o transtorno mental”, diz o médico. Casos como a depressão e o transtorno de bipolaridade muitas vezes estão associados ao problema. Alcoolismo e consumo de drogas ilícitas são outros fatores ligados a este tipo de evento.

É imprescindível entender que a vontade de tirar a própria vida tem origem multifatorial, em uma complexa interação de condições psicológicas, biológicas, genéticas, culturais e socioambientais.

“Procurar o melhor tratamento para esses casos é uma medida de prevenção. E há um grande problema, que é o preconceito (contra tratamentos psiquiátricos). É importante ressaltar que não é louco quem busca esse tipo de ajuda. É preciso mostrar à população que buscar ajuda não é sinal de fraqueza”, diz Figueiredo.

Números
De acordo com o Ministério da Saúde, 11 mil pessoas tiram a própria vida a cada ano no Brasil. São 800 mil casos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As estatísticas fizeram o órgão internacional criar em 2013 uma campanha de prevenção e estabelecer uma meta para reduzir em pelo menos 10% o número de vítimas até 2020.

Dados de 2017 apontavam que a média de casos no Brasil era de 5,5 ocorrências por grupo de 100 mil habitantes. O índice aumenta para 8,9 casos/100 mil habitantes quando nos referimos apenas à população acima de 70 anos.

Os homens são as principais vítimas. A incidência em um grupo de 100 mil habitantes é de 8,7 casos envolvendo pessoas do sexo masculino e 2,4 do sexo feminino.

A unidade da federação com maior número de casos é o Rio Grande do Sul (com 23% do total de ocorrências comunicadas ao Ministério da Saúde). “Mas estes números não necessariamente condizem com a realidade. Os dados que possuímos são sobre casos notificados. No Sul se comunica mais casos do que em outros lugares, por isso aparece em primeiro”, afirma o psiquiatra Carlos Guilherme Figueiredo.

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